sexta-feira, 10 de setembro de 2010

One golden point











As surpresas nunca terminam neste lugar encantado. Uma das mais incríveis foi quando conheci um lago chamado lagoa do Weege, que a família Maas Passold gentilmente me mostrou, onde impera uma paz tão grande que chega a emocionar assim que se sobe a estrada de terra (que eles chamam estrada de chão - e com razão, aquilo é chão na extensão da palavra e não nossos pisos) e se descortina um espetáculo, uma sinfonia em verde.

Relíquias



Na winterfest vi coisas tão incríveis que espero conseguir postar parte do cartão de memória que enchi, deslumbrada com a preservação e o carinho que as famílias tão doces quanto um pedaço de torta de maçã conservam.


Ainda na Pomerânia






Há muito não posto porque consegui permanecer até hoje nesta terra encantada e para isso ralei muito. E com outras atividades paralelas que exigiam minha dedicação além do trabalho, vou tentar compartilhar o semestre neste megapost.

Assim como outras máquinas de sonho e de tirar o fôlego e que surpreendo sempre, como este da winterfest que ocorre todo mês de julho:




Este carro maravilhoso anda desfilando acompanhado de opalas, galaxies, landaus e muitos que vou tentar colocar aqui, a ferramenta de upload deste modelo de blog é lenta e não consigo configurar outra.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Zoo, lógico!









Enquanto uma minoria não respeita os cavalos, a maioria da cidade preserva um verdadeiro paraíso de vida selvagem: o Zoo de Pomerode! Quando ainda não morava na cidade, vinha passar o dia em companhia dos animais.

Dificilmente se verá um carinho tão grande com os animais como aqui. Tigres, tigresa, onças, leões, elefantes, zebras e uma infinidade de animais maravilhosos.No viveiro das aves, podemos entrar e até receber a "visita" de uma arara, um papagaio, um canário ou outra ave pousando em nosso ombro ou braço estendido.
Tucanos, guarás, macacos, répteis, enfim uma aula de zoologia e botânica, pois as plantas, muitíssimo bem cuidadas vem emoldurar a beleza selvagem.
É incrível como as pessoas, enquanto caminham em volta dos alojamentos dos animais, se tornam todas iguais: adultos, adolescentes, os da melhor idade, tanto quanto as crianças tem os mesmos olhos brilhantes, as mesmas exclamações de surpresa. Não fica uma câmera ou celular sem registrar centenas de imagens inesquecíveis.
Visite o zoológico de Pomerode e volte a ser criança.






terça-feira, 20 de abril de 2010

Nem tudo são flores



No último final de semana, uma mancha de sangue veio, literalmente, cair nas minhas páginas tão cheias de "doce" amor e flores.
Um protesto contra uma atividade chamada Puxada, que faz com que cavalos sejam forçados a puxar toneladas de peso sob chicotadas, só comparável aos execráveis rodeios, resultou em linchamento. Alguns ativistas e orgãos de imprensa protestavam pacificamente (umas 15 pessoas) quando uma multidão, aos gritos de "mata!" os atacou. Uma das manifestantes está em estado desesperador no hospital. O cinegrafista da Band TV Luiz Deluca foi agredido e teve sua câmera destruida.

Estou há tempo suficiente aqui para afirmar que a população da cidade jamais compactuaria com tamanha selvageria. O povo pomerodense é composto de valorosos colonos que enfrentaram todo tipo de dificuldade e catástrofes, e ainda assim persistiram e perseveraram no bem. Eu chego a cancelar compromissos quando tenho a oportunidade de ouvir uma destas pessoas me narrar toda sua epopéia familiar, com carinho, como se me recebesse depois de um longo passeio.
Sinceramente, espero que a mancha de sangue de Patrícia Luz, e o femur fraturado de Bárbara Lebrecht não venham a ser apenas um sacrifício em favor da causa da proteção animal e sim que resultem em providências das autoridades locais.

A cidade não pode ser prejudicada pela ação de uma minoria.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Os anos dourados de Pomerode


Bettina Riffel, autora do livro que leio sempre.

Hotel Oásis, a Las Vegas Brasileira, no local mais aprazível do mundo.

Sempre passo em frente a um terreno vazio, onde sempre cortam o mato e o chão é verde. Mutas vezes temcapivaras tomando sol. E onde todos vêem o vazio no chão verde, eu fico vendo esta foto aí de cima: colorida. Ouço piano e violino tocando e sinto cheiro de comida e champagne. Vejo flores que não estão mais ali. Ouço o barulho das camas sendo arrumadas e o perfume de sol que as roupas tem quando são secas ao ar livre e limpo daqui. Ouço a sinfonia de talheres, chícaras, copos...


Como é que eu, que cheguei de paraquedas aqui, sei como foi isso?

Pela pesquisa que fiz antes de me mudar para cá. Desde a primeira visita, foi amor a primeira vista e quis saber tudo, absolutamente tudo, sobre a cidade e este povo tão acolhedor e amoroso.
Uma de minhas primeiras leituras foi o livro Oasis Erinnerungen, da jornalista Bettina Riffel. E bem agora, não encontro a digitalização da capa para postar aqui.

Vocês devem ler, pois é um livro maravilhoso, que recria uma época, na medida do possível. Conta parte da vida do criador do Hotel, um homem além de sua época, que amava sua esposa e companheira, e juntos criaram o castelinho que abrigaria o hotel. Ele era também uma espécie de fitoterapeuta, pois tinha aprendido a fazer remédios com ervas em livros que vieram da Alemanha. Lamentavelmente, isso lhe valeu o título de curandeiro e eles foram muito perseguidos (that´s Brazil!). E a história vai enumerando as belezas daquela época, que com minha incrível imaginação, enxergo em cada página e sinto até o gosto do ponche que era servido.
Após a decadência do Hotel, envelhecido, viúvo e endividado, Her Gehrmann foi para Pirabeirada, próximo de Joinville, viver com sua irmã Bertha e mais tarde para um asilo, onde veio a falecer sem realizar o sonho de ser enterrado junto à esposa Ida.


E por uma destas coincidências incríveis, estava no Teatro para assistir a uma montagem da Flauta Mágica, do meu amado Mozart, quando ela esteve a centímetros de mim, sendo abraçada pelas pessoas, sorrindente. Uma senhora me disse que ela mora na Alemanha. Vejam que sorte!
Descobri que ela tem um blog:

bettinariffel.blogspot.com


Tento encontrar no meu Pen drive com mais de mil fotos a do quadro onde a artista Rosita Jung retratou o hotel, lindo, colorido, e quando a encontrar, postarei aqui.

Andando hoje pela cidade como costumo fazer nas manhãs em que não atendo nenhum funcionário desesperado por adquirir fluência em inglês, fiquei a conversar com uma senhora linda, sobrenome Blosfeld, que tinha visto o Hotel naquela época.
Mais tarde, fui ao cemitério levar um ramalhete de flores a Ida Rothsal em nome do Mr. Gehrmann. E plantei uma muda de orquídea na floreira que deveria ser do seu jazigo, vazio ao lado do que pertence a Mrs. Ida, para que ela cresça, símbolo de tudo de bonito que eles criaram aqui.



terça-feira, 2 de março de 2010

No maravilhoso Teatro Pomerano


Esta família tão amiga, que me acompanhou ao teatro para a apresentação da Orquestra de Câmara vizinha. No programa, até minha Pavana favorita e no encerramento, para delírio das crianças, o incrível Henri Mancini e a Pantera Cor -de - rosa!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sabores e odores inesquecíveis

Lembro que ainda não fui embora, mas passeio por aí saudosa, abraçando árvores, conversando com os bichos, me despedindo de gatos e cachorros com quem converso todos os dias, vendo crescer os bezerros, imaginando se os verei depois de grandes.Os maravilhosos jardins, cujas flores espalham perfume, além de beleza por toda parte. Já sinto falta deste cheiro! Sem falar no ar puro.




Saudade destes bolos maravilhosos da D. Ella, os struddels em forma de estrêla, e os buffets incríveis do Torten Paradies (que eu chamo de Torten Paradise), sabores que nunca vamos esquecer e que aqui jamais nos fartamos.

Ah. Pomerode, posso sair, mas meu coração fica aqui para sempre. Aliás, quando da minha cremação, pedirei que o coração seja torrado a parte, para que suas cinzas sejam espalhadas na praça do Fritz!





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ainda nem fui!



















E já passo por todas as ruas com "olho cumprido", olhar saudoso, de quem já sente falta daquilo que sabe que vai perder.



Seus lindos jardins, seu povo tão carinhoso e bem educado!















Minhas companheirinhas!


Esta terra pomerana é um poema em forma de cidade. Suas confeitarias, restaurantes, piscinas... Ouço sempre os passarinhos, o mugido das vacas que moram vizinha ao meu apartamento, sempre tão lindas.
Eu já tenho uma dor no coração sabendo que não vou ver os próximos bezerrinhos. Não vou saber se desta vez são brancos, marronzinhos, malhados. E nem as borboletas azul-violetas, de uma cor indefinível, que já pousaram no meu ombro.
Para onde irei? Onde será que o destino vai me levar?
Com certeza vou ter que me contentar em olhar as fotos que tirei da D. Ella, a vitrine cheia de bolos, cucas, struddels deliciosos.
E nem vou poder ir buscar um pão quentinho na Ripão para o café.
Muito menos ver o Sr. Inwald passar sorridente, me dando gutte morgen reciclando e mantendo a cidade mais limpa.
Ah, que falta vou sentir do sotaque doce, com gosto de açúcar com canela, que tem estas senhoras tão simpáticas e sorridentes, tão pacientes em explicar as coisas a uma paulistinha que acha tudo diferente.
Será que haverá olhares mais brilhantes e azuis, tão sadios, em algum outro lugar do mundo?
Aqui deve ser o Éden.
Mas, como na bíblia, fui posta a prova. E esta prova foi por intermédio de um concurso público, em que minha classificação foi insuficiente para me garantir as chaves destes portais.
Espero que os leitor tenha paciência, pois virei aqui chorar minhas pitangas todos os dias que puder.
Posso ir embora, mas meu coração fica.