
Bettina Riffel, autora do livro que leio sempre.
Hotel Oásis, a Las Vegas Brasileira, no local mais aprazível do mundo.
Como é que eu, que cheguei de paraquedas aqui, sei como foi isso?
Pela pesquisa que fiz antes de me mudar para cá. Desde a primeira visita, foi amor a primeira vista e quis saber tudo, absolutamente tudo, sobre a cidade e este povo tão acolhedor e amoroso.
Uma de minhas primeiras leituras foi o livro Oasis Erinnerungen, da jornalista Bettina Riffel. E bem agora, não encontro a digitalização da capa para postar aqui.
Vocês devem ler, pois é um livro maravilhoso, que recria uma época, na medida do possível. Conta parte da vida do criador do Hotel, um homem além de sua época, que amava sua esposa e companheira, e juntos criaram o castelinho que abrigaria o hotel. Ele era também uma espécie de fitoterapeuta, pois tinha aprendido a fazer remédios com ervas em livros que vieram da Alemanha. Lamentavelmente, isso lhe valeu o título de curandeiro e eles foram muito perseguidos (that´s Brazil!). E a história vai enumerando as belezas daquela época, que com minha incrível imaginação, enxergo em cada página e sinto até o gosto do ponche que era servido.
Após a decadência do Hotel, envelhecido, viúvo e endividado, Her Gehrmann foi para Pirabeirada, próximo de Joinville, viver com sua irmã Bertha e mais tarde para um asilo, onde veio a falecer sem realizar o sonho de ser enterrado junto à esposa Ida.
E por uma destas coincidências incríveis, estava no Teatro para assistir a uma montagem da Flauta Mágica, do meu amado Mozart, quando ela esteve a centímetros de mim, sendo abraçada pelas pessoas, sorrindente. Uma senhora me disse que ela mora na Alemanha. Vejam que sorte!
Descobri que ela tem um blog:
bettinariffel.blogspot.com
Tento encontrar no meu Pen drive com mais de mil fotos a do quadro onde a artista Rosita Jung retratou o hotel, lindo, colorido, e quando a encontrar, postarei aqui.
Andando hoje pela cidade como costumo fazer nas manhãs em que não atendo nenhum funcionário desesperado por adquirir fluência em inglês, fiquei a conversar com uma senhora linda, sobrenome Blosfeld, que tinha visto o Hotel naquela época.
Mais tarde, fui ao cemitério levar um ramalhete de flores a Ida Rothsal em nome do Mr. Gehrmann. E plantei uma muda de orquídea na floreira que deveria ser do seu jazigo, vazio ao lado do que pertence a Mrs. Ida, para que ela cresça, símbolo de tudo de bonito que eles criaram aqui.
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