terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ainda nem fui!



















E já passo por todas as ruas com "olho cumprido", olhar saudoso, de quem já sente falta daquilo que sabe que vai perder.



Seus lindos jardins, seu povo tão carinhoso e bem educado!















Minhas companheirinhas!


Esta terra pomerana é um poema em forma de cidade. Suas confeitarias, restaurantes, piscinas... Ouço sempre os passarinhos, o mugido das vacas que moram vizinha ao meu apartamento, sempre tão lindas.
Eu já tenho uma dor no coração sabendo que não vou ver os próximos bezerrinhos. Não vou saber se desta vez são brancos, marronzinhos, malhados. E nem as borboletas azul-violetas, de uma cor indefinível, que já pousaram no meu ombro.
Para onde irei? Onde será que o destino vai me levar?
Com certeza vou ter que me contentar em olhar as fotos que tirei da D. Ella, a vitrine cheia de bolos, cucas, struddels deliciosos.
E nem vou poder ir buscar um pão quentinho na Ripão para o café.
Muito menos ver o Sr. Inwald passar sorridente, me dando gutte morgen reciclando e mantendo a cidade mais limpa.
Ah, que falta vou sentir do sotaque doce, com gosto de açúcar com canela, que tem estas senhoras tão simpáticas e sorridentes, tão pacientes em explicar as coisas a uma paulistinha que acha tudo diferente.
Será que haverá olhares mais brilhantes e azuis, tão sadios, em algum outro lugar do mundo?
Aqui deve ser o Éden.
Mas, como na bíblia, fui posta a prova. E esta prova foi por intermédio de um concurso público, em que minha classificação foi insuficiente para me garantir as chaves destes portais.
Espero que os leitor tenha paciência, pois virei aqui chorar minhas pitangas todos os dias que puder.
Posso ir embora, mas meu coração fica.

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