quinta-feira, 4 de março de 2010

Os anos dourados de Pomerode


Bettina Riffel, autora do livro que leio sempre.

Hotel Oásis, a Las Vegas Brasileira, no local mais aprazível do mundo.

Sempre passo em frente a um terreno vazio, onde sempre cortam o mato e o chão é verde. Mutas vezes temcapivaras tomando sol. E onde todos vêem o vazio no chão verde, eu fico vendo esta foto aí de cima: colorida. Ouço piano e violino tocando e sinto cheiro de comida e champagne. Vejo flores que não estão mais ali. Ouço o barulho das camas sendo arrumadas e o perfume de sol que as roupas tem quando são secas ao ar livre e limpo daqui. Ouço a sinfonia de talheres, chícaras, copos...


Como é que eu, que cheguei de paraquedas aqui, sei como foi isso?

Pela pesquisa que fiz antes de me mudar para cá. Desde a primeira visita, foi amor a primeira vista e quis saber tudo, absolutamente tudo, sobre a cidade e este povo tão acolhedor e amoroso.
Uma de minhas primeiras leituras foi o livro Oasis Erinnerungen, da jornalista Bettina Riffel. E bem agora, não encontro a digitalização da capa para postar aqui.

Vocês devem ler, pois é um livro maravilhoso, que recria uma época, na medida do possível. Conta parte da vida do criador do Hotel, um homem além de sua época, que amava sua esposa e companheira, e juntos criaram o castelinho que abrigaria o hotel. Ele era também uma espécie de fitoterapeuta, pois tinha aprendido a fazer remédios com ervas em livros que vieram da Alemanha. Lamentavelmente, isso lhe valeu o título de curandeiro e eles foram muito perseguidos (that´s Brazil!). E a história vai enumerando as belezas daquela época, que com minha incrível imaginação, enxergo em cada página e sinto até o gosto do ponche que era servido.
Após a decadência do Hotel, envelhecido, viúvo e endividado, Her Gehrmann foi para Pirabeirada, próximo de Joinville, viver com sua irmã Bertha e mais tarde para um asilo, onde veio a falecer sem realizar o sonho de ser enterrado junto à esposa Ida.


E por uma destas coincidências incríveis, estava no Teatro para assistir a uma montagem da Flauta Mágica, do meu amado Mozart, quando ela esteve a centímetros de mim, sendo abraçada pelas pessoas, sorrindente. Uma senhora me disse que ela mora na Alemanha. Vejam que sorte!
Descobri que ela tem um blog:

bettinariffel.blogspot.com


Tento encontrar no meu Pen drive com mais de mil fotos a do quadro onde a artista Rosita Jung retratou o hotel, lindo, colorido, e quando a encontrar, postarei aqui.

Andando hoje pela cidade como costumo fazer nas manhãs em que não atendo nenhum funcionário desesperado por adquirir fluência em inglês, fiquei a conversar com uma senhora linda, sobrenome Blosfeld, que tinha visto o Hotel naquela época.
Mais tarde, fui ao cemitério levar um ramalhete de flores a Ida Rothsal em nome do Mr. Gehrmann. E plantei uma muda de orquídea na floreira que deveria ser do seu jazigo, vazio ao lado do que pertence a Mrs. Ida, para que ela cresça, símbolo de tudo de bonito que eles criaram aqui.



terça-feira, 2 de março de 2010

No maravilhoso Teatro Pomerano


Esta família tão amiga, que me acompanhou ao teatro para a apresentação da Orquestra de Câmara vizinha. No programa, até minha Pavana favorita e no encerramento, para delírio das crianças, o incrível Henri Mancini e a Pantera Cor -de - rosa!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sabores e odores inesquecíveis

Lembro que ainda não fui embora, mas passeio por aí saudosa, abraçando árvores, conversando com os bichos, me despedindo de gatos e cachorros com quem converso todos os dias, vendo crescer os bezerros, imaginando se os verei depois de grandes.Os maravilhosos jardins, cujas flores espalham perfume, além de beleza por toda parte. Já sinto falta deste cheiro! Sem falar no ar puro.




Saudade destes bolos maravilhosos da D. Ella, os struddels em forma de estrêla, e os buffets incríveis do Torten Paradies (que eu chamo de Torten Paradise), sabores que nunca vamos esquecer e que aqui jamais nos fartamos.

Ah. Pomerode, posso sair, mas meu coração fica aqui para sempre. Aliás, quando da minha cremação, pedirei que o coração seja torrado a parte, para que suas cinzas sejam espalhadas na praça do Fritz!