quarta-feira, 21 de abril de 2010

Zoo, lógico!









Enquanto uma minoria não respeita os cavalos, a maioria da cidade preserva um verdadeiro paraíso de vida selvagem: o Zoo de Pomerode! Quando ainda não morava na cidade, vinha passar o dia em companhia dos animais.

Dificilmente se verá um carinho tão grande com os animais como aqui. Tigres, tigresa, onças, leões, elefantes, zebras e uma infinidade de animais maravilhosos.No viveiro das aves, podemos entrar e até receber a "visita" de uma arara, um papagaio, um canário ou outra ave pousando em nosso ombro ou braço estendido.
Tucanos, guarás, macacos, répteis, enfim uma aula de zoologia e botânica, pois as plantas, muitíssimo bem cuidadas vem emoldurar a beleza selvagem.
É incrível como as pessoas, enquanto caminham em volta dos alojamentos dos animais, se tornam todas iguais: adultos, adolescentes, os da melhor idade, tanto quanto as crianças tem os mesmos olhos brilhantes, as mesmas exclamações de surpresa. Não fica uma câmera ou celular sem registrar centenas de imagens inesquecíveis.
Visite o zoológico de Pomerode e volte a ser criança.






terça-feira, 20 de abril de 2010

Nem tudo são flores



No último final de semana, uma mancha de sangue veio, literalmente, cair nas minhas páginas tão cheias de "doce" amor e flores.
Um protesto contra uma atividade chamada Puxada, que faz com que cavalos sejam forçados a puxar toneladas de peso sob chicotadas, só comparável aos execráveis rodeios, resultou em linchamento. Alguns ativistas e orgãos de imprensa protestavam pacificamente (umas 15 pessoas) quando uma multidão, aos gritos de "mata!" os atacou. Uma das manifestantes está em estado desesperador no hospital. O cinegrafista da Band TV Luiz Deluca foi agredido e teve sua câmera destruida.

Estou há tempo suficiente aqui para afirmar que a população da cidade jamais compactuaria com tamanha selvageria. O povo pomerodense é composto de valorosos colonos que enfrentaram todo tipo de dificuldade e catástrofes, e ainda assim persistiram e perseveraram no bem. Eu chego a cancelar compromissos quando tenho a oportunidade de ouvir uma destas pessoas me narrar toda sua epopéia familiar, com carinho, como se me recebesse depois de um longo passeio.
Sinceramente, espero que a mancha de sangue de Patrícia Luz, e o femur fraturado de Bárbara Lebrecht não venham a ser apenas um sacrifício em favor da causa da proteção animal e sim que resultem em providências das autoridades locais.

A cidade não pode ser prejudicada pela ação de uma minoria.